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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Não me esquecerei...



Ano 1981 — Ha tal tempo, eu estava vivendo o segundo ano de casamento.
Não esquecerei a Praça da República, os tantos artistas que encilhavam seus cavaletes aos redores.
Embrenhava-me pela praça, pelo contexto de expositores de figuras magníficas. De longe se ouvia melodias, entre, o Guarani de Carlos Gomes; como também outras músicas que vinham do fuinho das flautas, riquíssimas letras. Havia instrumentos rudimentares que em sentido, buscavam ocuparem a arte, (que fosse de representar um papel de ingresso na vivacidade.
Ao lado norte da praça: Missionários pregavam ensinos, quero crer que de certa forma eram incognoscível a relatos Teológicos.
Não esquecerei as manipulações de formulas fantásticas, o homem da cobra, os curandeiros e vendedores de ervas que “anunciavam curas milagrosas.”
Guardo minúcias do papel cartolina, caricaturas que o lápis grafava; rosto de pessoas que em poucos minutos eram transferidos para o folha branca. Aquele mundo foi além das lembranças: marcou expressões; agendou passeios de finais de semanas. Mesclou incitações de lugares onde se via ébrio e sóbrios: Nas praças e entorno de barracas típicas, bebericavam e provavam doces, salgados, faziam trocas de amizade, informações e diluíam o tempo.
Não esquecerei o contagio das vozes, o balanço das caixas acústicas, os carros que reproduziam estrépitos de maquinas turbinadas. Ainda hoje vivo os rodeios dos lugares. Lugares cobertos com mesinhas e cadeiras nas calçadas, duas, três ou mais pessoas sentadas na rodadas de aperitivos; almoço com troca de simpatia e conversas descontraídas. Murmúrio de vozes, e, em todo tropel fazia a alegria na agitada cidade, todos os movimentos era convite para que se entrasse num bar, num MC - lanchasse num restaurante qualquer e partilhasse um file; tomasse um suco gelado, um cafezinho quentinho com chantilly.
Na época, primavera. Nasce José Felipe; pequeno, mas participante interino da metrópole de tantas falas e risos.
Era carregado pelas ruas daqueles passeios. Ia pelo metro levado num quite de bebê; seguido pelo carrinho com sacolas dentro.
Assim eram: Iguais a casal de pardal que mostra ao filhote as árvores e as torres da imensa cidade. Estando diante do terraço Itália, atravessávamos a avenida no propício do entusiasmo, apresentava a magnitude entre os vozerios agitados.

José Vitor