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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Ego da poesia


“Brincava de escrever”. 
Era assim: começava antes do romper do sol; 
o relógio atinava o término da madrugada, alarmava...
Sonolento, eu sabia o que ele queria dizer...
Erguia o braço, dava-lhe um toque no seu corpo de ferro.
_Era o mesmo que responder sua pergunta: “Está na hora!”
E então entrava na folia da rotina;
Ocasionava a oficina de fazer armário! 
Quando a noite chegava,
descansava as máquinas para cuidar do sujeito cansado
Obviamente sabia dos seus horários.
…O apetite gritava fome, o corpo implorava banho. 

A razão de Deus sentava ao meu lado;
Ela falava, ela ouvia, e eu amava as suas questões.
No negrume da noite… tudo se esquecendo,
fazia a última prece,
mas acontece que nestes momentos os prazeres resplandecem.
Para não deixá-los esquecidos punha a felicidade no exercício, e 
depois relatava as belezas nas folhas do caderno!


de J.Vitor