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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Quem sou eu

Em dez linhas redirei 50 anos.
 Falarei lépido dos anos raptos.
Da ruptura onde se perdeu o menino;
 Da implicatura donde veio o homem. 
Esquecido ficará a textura da vida o papel dobrado da formatura, O altar, repleto de convidados, até ali, 24 luas. Milhões de importância: pétreos são os filhos; — Levaram-me para os demais janeiros. Não proponho viver no Norte, Pois, não há nele vicissitudes; Situo-me no Sul. Que sorte! — Plantei o coração em Silmara. Às vezes alforrio-me e caminho, Não olho placas, não reparo espinho. Sigo… recolho batidas… colho o ar sulista. Levo-me a ela… ali… na Avenida Paulista. 
Condição: Consegue-se da vida aquilo que é vendável; Não basta O ouro, não basta a prata. Estruturas pesadas precisam de aço! O coração precisa de amor! Estamos na era Digital: Fotografia de cada instante… Filmes de cada cena… Mas a excentricidade de fazer pose ainda é da modelo E o filme bem feito clama o bom ator. Todo homem precisa vender-se a si; O mercado é amplo se a mercadoria for boa. Cada homem faz uso de uma condição: Alguns usam do charme, de seu próprio ser canastrão, do parlapatório da oração… Outros somente passeiam nas poesias!


de J.Vitor