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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Cantares

Meu amado se derrama dentro de mim
Seu amor escorre meu corpo,
Fico na imensidão dos delírios.
Sou do meu amado uma paciente;

Ele, um procedente habitual,
Anestesia a minha carne,
Dilacera as minhas entranhas e
cura tal necessidade.

Meu amado é um lobo branco das vertigens que tenho
Ele acompanha meus caminhos virgens
Faz-me entrar no quadro da trama
E depois impiamente me ama.
Tenho de chamar-te, querido!
Pois, estás envolvido num núcleo de verdade
Envolto na minha dimensão, na minha vida
Não são somente teus abraços que me capina
O fogo dos teus lábios me queima, ateiam grandeza,
E aonde vou ou onde chego, o adereço é paixão!

Tenho de chamar-te amado!
Apliquei na relação à pequenina alma
Não quero com isto ter-te preso
Melhor é sabê-lo livre, porém sobre olhares onde o coração te alcance. Sim! Tu serás minha chama, meus versos de conclama, os pereceres, os prazeres, a necessidade da minha cama! Jamais pensarei em outra trama, e nem permitirei que mudem o meu gozo!

Ditarás a felicidade, e eu tão fiel a seguirei.
— Tenho de chamar-te amada!
Mesmo quando em fantasia, chamas-me de vadio,
E logo a outrora me beija, dissimula desculpas da braveza.
Será sempre assim, o mundo não mudará está história!

texto: J.Vitor