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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Nunca esquecerei...






A casinha. A janela branca,
nunca esquecerei:
Do arroz na panela, do amor dela,
Dos vasos na varanda, das crianças, da ciranda,
Das verdes folhas da avenca,
– Pencas de banana no quintal…

A mesinha no centro da sala
a travessa de pipoca, o prato de mandioca
a poltrona, a novela, o novelo de lã.
— Sentávamos para assistir “Silvio Santos”;
“Mestre Cuca”, receita de tapioca.
Sentávamos para discutir assuntos:
Para rever o relacionamento.
Falávamos da coragem, das bobagens.

Teve época de coisas pequenas,
Como: o algodão no copo germinando feijão.
Depois Lírio, depois, quiabo...
Ficávamos patéticos das brotas...

Na estância, vinham às épocas de chuva,
Desciam rendidas das telhas
Respingavam nos braços estirados para fora,
os pardais escondiam-se nos cumes das telhas...

Sinto ainda a roupa úmida,
O cheiro da terra molhada,
Ouço Richard... tocava na rádio
Falava do seu piano de calda.

Fiz uma ordem das coisas que relembro:
Na primeira coloquei toda importância!
Na segunda um vestido branco com a figura da noiva.

Lembro de um verão:
Era época de chuvas forte,
Estávamos na praia.
As meninas brincavam na areia.
Laleska não entrou nas águas, ficou no castelo...
Felipe, Meri e Alice espalmavam vôlei;
Exauridos, pararam por instante,
Correram para as águas do mar;
As ondas propunham mais desporte,
Pulavam sobre elas.
Depois veio a fome, veio à sede,
à vontade de comer camarão.
Laura e o Christian enfatizavam as jogadas do Rogério Seni.
(O Time do São Paulo estavam liderando o campeonato Sul-Americano.)
Silmarinha, sempre distraída, uma vez por outra, pegava alguns pedaços de conversas.
Após, voltava para o sofá pragmático.
Dona Silmara cuidava do arroz enquanto os meninos corriam da chuva...
Seu José ficou em casa, praia é coisa que acontece na primavera...

de: J.Vitor