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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Desemprego,


Alguém espera por mim; o mercado a pasta de dente a massa de tomate.
Minha parenta, a mais nova… espera.
Na verdade, os de casa acreditam na resposta deste recente emprego.

Saio pronto. Hoje é o primeiro dia na empresa.
Quando chegar a tarde, virão a meu encontro.
Perguntarão. — tudo bem? — Responderei. Direi que sim!
Não falarei de decepção, não falarei de uvas amargas,
Nem do medo que causei. Sim causei medo.
Como se a intenção fosse ocupar o lugar de outrem.
Apresentaram-me. (Intentos de boas vindas.)
Este é José, quase todos me desejaram boa sorte. — obrigado!

Tomei o banco de trabalho; olhavam-me como estranho no ninho.
Ou como a larva que vem embebedar-se de uva e azedar a vinha.

Que desinformados! Não sabem que terei de fazer o melhor,
Que terei de ser a expectativa do sucesso, porque chegarei ao fim da gazeta e ouvirei: como foi o teste?
Há esperança para as compras?
O que direi a eles?
Direi! Dos meus pés puxaram o mogno, das mãos tiraram a serra, excluíram-me dos projetos de MDF.
“Quando ainda, há muito tempo,” era um oficial de mercado. Onde fosse, com mérito, provia um currículo a titulo de trabalho imediato.
Hoje as máquinas são birrentas, a informação é moderna, o socialismo não é leal, a competição é desigual, e, a minha vivência abrasa-se na experiência e morre na internet.
— Não tenho nenhuma resposta. Calo-me naquele dia, no outro eu me ponho diante do General, peço que suspenda a minha rendição e volto tutelar o mesmo quartel!

José Vitor