LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

“Terceira Flor”


- Maria Alice, “terceira Flor” reconhecida pela ultra-sonografia pélvica computadorizada.
Numa incompatibilidade genética de sangue positivo com o negativo, trouxe muitas preocupações. O neném Maria Alice, veio na Maternidade Santa Marina. Havia passado minutos de ser entregue a uma mãe ansiosa. A vida fugia entre sombras perdendo-se nos perfis, contudo, pela elevância de Deus, surgia a Moreninha do dia 24/03/84. Veio sobre benevolência, tirando seus pais daquela consternação; e os levando a Sonhos de amabilidade. Assim saíram daquelas amarguras. - Nenen Alice focalizava seu pai como se ele estivesse através de lentes:
_ olá! Sou eu Papai! Vim do céu, deixei lá muitos outros anjinhos bebê. Fui escolhida para esta natalidade. Termina aqui a turnê dentro deste balão uterino. Faltam-me compreensão e muitas palavras do futuro para redigir versos, mas sinto loucuras alegres no rosto de família. Sei que o dia 24 de março /84 estabelecerá uma lembrança dos meus aniversários, estou surpresa de emoções. Amarei os primeiros abraços, não sei se são reais as expressões dos meus olhos entreabertos, olhando na procura de compreender. Meu choro implora para ingressar na doçura do lar, ser incluída junto dos meus irmãos que me tocam constantes, cheios de novidades.
Ah! Como é boa e diferente esta casa propagada de carinhos.
“Alice antecipara os meses,” viera do céu com oito meses.
Habilmente infiltrou-se num dos sonos de papai, “ele o sonhou assim: ¬Havia alegrias no céu, e Mamãe estava lá. Os dedinhos das estrelas fulminavam romances. nisto surgia beijos e abraços. Era Papai. - Oh! céu extremamente azul e enfeitado do brilho que mantém suspenso e elevado o meu novo lar...
As estrelas estão no céu, meus pais e irmãos são o branco que aos poucos vou compreendo. São as coisas que existem: o bilu-bilu, a mamadeira, os braços que me carregam a banheira que me banha, o sabonete que faz chorar. Quero entender aquilo que se diz Lua, chuva, sol e agora frio. Quero o porquê desta mesa, a natureza deste espaço, a razão da linda plenitude, do intenso delírio que se aboleta no sorriso e abre a vida, derrama fumaças cinza no poente, verde nas matas, azul nas águas imensas e anil.
Brilha-se aqui acolá, a luz no quarto, o céu aberto, meu pai, minha mãe, irmãos, estas faíscas plenas de formosuras que comprometem o sono.

Diário de J.Vitor